Benefício bem suado: saques em espécie do auxílio emergencial voltam a lotar agências na capital

Benefício bem suado: saques em espécie do auxílio emergencial voltam a lotar agências na capital

O saque em dinheiro da primeira parcela do auxílio emergencial de R$ 600, para quem tem a poupança digital da Caixa, começou ontem nas agências do banco e em casas lotéricas, de forma escalonada, conforme o mês de nascimento do beneficiário (os primeiros a receber foram os nascidos em janeiro e fevereiro). O objetivo da liberação aos poucos é reduzir o número de pessoas nas agências e lotéricas e, assim, evitar aglomerações.

Mais uma vez, contudo, o que se viu na capital foram filas imensas nas portas de agências da instituição, com flagrante desrespeito ao distanciamento mínimo entre as pessoas, durante a pandemia da Covid-19, além de muita gente confusa, queixando-se de desencontro de informações.

Um dos motivos foi o anúncio, feito poucos dias atrás, mas seguido de recuo do governo federal, de que a Caixa iniciaria, também nessa segunda-feira, o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600. Segundo o banco, a medida ainda dependeria de repasses do Ministério da Cidadania e, por isso, foi adiada, sem apresentação de um novo calendário.

O vendedor de frutas e verduras Antônio Cléber Mattos Barreto, de 55 anos, gastou ao menos três horas em uma agência da Caixa, no Centro da capital, justamente por não saber do adiamento da segunda parte do auxílio. “Recebi a primeira direitinho e, conforme me informaram anteriormente, hoje (ontem) eu poderia sacar mais uma parcela”, disse.

“Aí, já na agência, uma pessoa me fala que preciso renovar cadastro no aplicativo, outra fala que não é necessário, mas que ainda não há data para liberação. Fiquei nervoso e preferi ir embora”, acrescentou.

Mais sorte
Já o autônomo Rodrigo Cesar Andrade, de 39 anos, que atua em eventos e está praticamente sem trabalho desde o início da pandemia, conseguiu sacar os primeiros R$ 600, na mesma agência. O “prêmio”, porém, só foi atingido após sete horas, passadas em diversas filas fora e dentro do estabelecimento.

“Agora, vou pagar as contas em atraso e, com o que sobrar, comprar mantimentos para casa”, afirmou ele, aniversariante em fevereiro. “Mesmo feliz de ter recebido, penso que esse auxílio é muito pouco perto da crise que estamos vivendo. O governo deveria também isentar os trabalhadores de impostos e contas de água, luz e telefone, por exemplo”, completou o rapaz, que vive com a mãe, uma aposentada de 64 anos.

Até o início desta semana, a Caixa informou já ter creditado R$ 26,2 bi para 37,2 milhões de pessoas, grupo formado por beneficiários do Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e no aplicativo ou site do auxílio.

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